Capítulo · p. 33
Da Oficina de Refrigeração à Liderança em TI
Aos treze anos, ajudava o pai na oficina. Escrevia Java no bloco de notas de um computador 386 — até ser chamado para conhecer uma pequena sala na Avenida Rio Branco.
Edição comemorativa20 anos
Nossa História em Códigos reúne relatos reais de 29 pessoas que passaram pela COTI Informática e encontraram, na educação e na tecnologia, um novo caminho para a carreira e para a vida.
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Nossa história em códigos
Em 2026, a COTI Informática completa 20 anos. Para marcar a data, a fundadora Fernanda Nunes convidou alunos, ex-alunos e professores — todos com a trajetória marcada pela escola — para contar, com as próprias palavras, o que viveram antes, durante e depois de passar por ela.
O livro abre com o relato de Fernanda sobre a criação da COTI e segue com 29 capítulos assinados por quem viveu essa transformação de perto. São trajetórias que começam em oficinas, canteiros de obra, lojas, entregas de moto, tribunais e escritórios de advocacia — e que se encontram no mesmo ponto de virada.
Não são histórias de atalhos. São histórias de gente que estudou de madrugada, recomeçou mais de uma vez, pediu demissão para apostar em si mesma e, anos depois, voltou à escola — muitas vezes para ensinar.
Pedreiros, motoboys, mães solos, militares que recomeçaram, jovens sem computador em casa, profissionais que precisaram se reinventar — todos encontraram na COTI um ponto de virada.
20 anos em números
Fonte: Prefácio, Fernanda Nunes. O número de vidas impactadas indiretamente é uma estimativa apresentada pela autora no livro.
De onde tudo começou
No início dos anos 2000, Fernanda Nunes dava aula em várias faculdades e orientava projetos finais de alunos prestes a se formar — e completamente perdidos diante do mercado de trabalho. Ela vinha desse mercado e percebia o quanto a formação acadêmica estava distante do que as empresas pediam.
Entre 2004 e 2005, transformou esse incômodo em pesquisa de mestrado: o que as faculdades entregavam, o que os alunos esperavam e o que o mercado realmente queria. Os dados confirmaram o que ela via em sala. A resposta veio em forma de escola.
Com a avó como sócia e o avô como fiador, alugou a sala 901 da Avenida Rio Branco, 185, no centro do Rio de Janeiro. Em 1º de abril de 2006, um sábado ensolarado, a COTI Informática abriu as portas com um propósito muito bem definido: colocar aqueles alunos no mercado de trabalho.
O sonho precisava se pagar com o próprio sonho.
2006 → 2026
Fernanda Nunes investiga, no mestrado, a distância entre o que as faculdades ensinavam e o que o mercado realmente queria.
Em 1º de abril, a COTI é inaugurada na sala 901. No primeiro fim de semana, 40 matrículas.
O aluno David Borges vira “aspira”: o monitor que fazia de tudo — e aprendia com tudo.
Firma-se a regra que atravessaria as décadas: para dar aula na COTI, é preciso ter sido aluno da COTI.
Sergio Mendes, Rodrigo Marques e Wallace Moreira, que chegaram como alunos, assumem suas primeiras turmas.
Na pandemia, uma plataforma de aulas online nasce em menos de uma semana. Depois, as aulas híbridas levam a COTI a outras cidades, estados e países.
Alunos desenvolvem soluções para empresas parceiras — e, para vários autores deste livro, a primeira vaga começa ali.
A COTI completa duas décadas e reúne 29 histórias em Nossa História em Códigos.
Histórias que constroem o livro
Estas são algumas das histórias que ajudaram a construir os 20 anos da COTI.
Capítulo · p. 33
Aos treze anos, ajudava o pai na oficina. Escrevia Java no bloco de notas de um computador 386 — até ser chamado para conhecer uma pequena sala na Avenida Rio Branco.
Capítulo · p. 40
Trancou a faculdade para sustentar a família na construção civil. Voltou a estudar apostando tudo em dez meses que chama de os mais intensos da sua vida.
Capítulo · p. 97
Décadas de carreira, duas filhas, a mãe sob seus cuidados e a sensação de que o mercado tinha corrido mais rápido. Em 2019, ela decidiu recomeçar.
Capítulo · p. 102
Filho de pedreiro e de doméstica, começou a trabalhar em obras aos 14 anos. Programador era uma profissão que ele nunca tinha visto de perto.
Capítulo · p. 121
Pintura, marcenaria, construção civil. Casado, pai de dois filhos, com um “amanhã eu começo” que durou anos — até decidir que, dessa vez, não haveria plano B.
Capítulo · p. 130
Fazia entregas das 11h às 23h. Estudava no acostamento, entre uma entrega e outra, pelo celular.
Capítulo · p. 146
Quando a empresa da família precisou fazer cortes, pediu ao pai para ser um dos desligados — e usou esse tempo para mudar de rota.
Capítulo · p. 157
Formado em Direito e trabalhando na OAB, percebeu que o que realmente o movia eram as demandas de TI que começou a resolver no dia a dia.
O restante de cada história está no livro.
Por dentro do livro
Trechos do livro
O “aspira” que fazia café pode se tornar professor. O aluno inseguro pode se tornar referência.
E essa talvez seja a palavra mais justa: pertencimento.
A COTI não mudou apenas minha carreira. Mudou minha vida.
Porque o mérito nunca foi nosso, a gente só mostrava o caminho.
Não lembro nada do Zend, mas lembro do Rodrigo.
A Coti me deu algo muito maior do que cursos: deu base. E base gera autonomia.
A tecnologia é um mar de oportunidades, e a educação é o único barco seguro.
Você não precisa ter tudo resolvido para dar o primeiro passo. Eu não tinha.
O conhecimento é o único patrimônio que cruza fronteiras com você.
O medo não vai embora — você apenas aprende a agir apesar dele.
Nem tudo acontece no tempo que queremos, mas acontece no tempo que precisamos.
Isso mostra que o impacto vai muito além da carreira. Ele alcança gerações.
A minha história me ensinou que recomeçar não é sinal de fraqueza, mas de coragem.
Se joga, mesmo com medo.
Um ecossistema de pessoas
A COTI é um ecossistema vivo.
“O primeiro requisito para dar aula aqui é ter sido aluno”, escreve Fernanda. O professor precisa conhecer o aluno — porque, quando surge uma vaga, a primeira pergunta é: quem vamos indicar?
Monitores que faziam de tudo e assistiam a todas as aulas. E ex-alunos que voltavam para rever uma aula e ajudar os mais novos.
“Frequentemente contratamos profissionais formados pela escola”, conta Leonardo Santos. Ederson de Gois Araujo, hoje entrevistando candidatos, diz que olha diferente quando vê a COTI no currículo.
Alunos resolvem desafios reais propostos por empresas. Hugo, Aline, Daniel, Gilvan, Ismael, Gercinildo, Thiago, Marcus e João Tuller contam no livro o que aconteceu a partir dali.
Ederson indicou a COTI ao filho e acompanhou sua formação. Daniel acompanhava a mãe ao trabalho na COTI e assistia às aulas — hoje atua com desenvolvimento de software.
A tecnologia foi o meio. A transformação foi o fim.
Cada capítulo deste livro é a prova de que o caminho não precisa ser fácil para ser possível.
Edição comemorativa · 20 anos
164 páginas, 29 histórias reais e o relato de como uma sala no centro do Rio se tornou uma comunidade. Um registro para quem fez parte — e para quem está prestes a começar.
Valor do exemplarR$39,90
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Desde 1º de abril de 2006
Sobre a COTI
A COTI Informática foi fundada por Fernanda Nunes no centro do Rio de Janeiro, a partir de uma pesquisa sobre a distância entre a formação acadêmica e o que as empresas pediam. Desde o início, a proposta é prática: aulas conectadas ao que é usado no mercado, professores que acompanham cada aluno e a preocupação constante em conectá-lo às oportunidades.
Ao longo de 20 anos, a escola passou a oferecer também treinamentos corporativos, levou as aulas para o formato híbrido e manteve uma marca que atravessa os relatos do livro: o aluno não é tratado como número, e sim como pessoa.
2006 — 2026 e além.